Salsifis com presunto e pera

Então afinal o que é o salsifi, se querem uma resposta honesta, não sei :) Li que é uma raiz e que era da salsa, mas não sei bem! Talvez me dêem vocês a resposta correcta.

Basicamente vi à venda num cabaz da quinta onde compro os meus legumes e disse cá para mim, desta semana não escapas. Já tinha visto a ser usado em algumas receitas francesas e sempre fiquei curiosa ao que saberia. No entanto, acabou por permanecer na gaveta do meu frigorifico ainda algumas semanas, a falta de tempo foi a grande culpada, malvada!

Não é algo lá muito apelativo, (esqueci-me de tirar uma foto em cru para vos mostrar) - mas podem ver aqui que o aspecto é igual ao que comprei. Parece mesmo uma raiz, é um pouco feio e com a quantidade de terra que tinha em cima ainda o fazia menos apelativo. 

Num fim-de-semana passado lá decidi pegar nele e fazer alguma coisa, assim um pouco como a patisnaca o sabor não de seduziu à primeira. Fiz um puré e não adorei o sabor, achei demasiado forte! À segunda saiu este salteado simples, juntei-lhe a pêra que veio dar um adocicado muito bom à receita e o presunto. O que dizer do presunto? Tudo onde toca vira maravilha, não é? :) 

Por isso caso se cruzem com o salsifi por aí, arrisquem e tragam algum para a vossa cozinha. Eu a primeira vez que comi patisnaca também não gostei lá muito, agora compro todos os meses para dar um toque especial às sopas do meu filho, uso só um bocadinho em cada sopa e fica logo um puré com um sabor diferente, ele adora e nós também. Porque já todos comemos a mesma comida, ufa!

Aqui vai a receita para os mais curiosos.

. Receita para 2 pessoas .

Ingredientes:
6 talos de salsifis
4 fatias de presunto
2 colher de sopa de manteiga
1 pera com casca
Sal q.b.
Pimenta verde q.b.
 1 colher de sopa de cebolinho fresco
2 talos de tomilho laranja

Comece por lavar e descascar o salsifis, um pouco como se faz com a as cenouras.

Numa panela com água, sal e 2 talos de tomilho laranja é um fio de azeite leve à fervura, adicione o  salsifis e coza-os cortados da maneira que mais gostar,  durante pelo menos 15/20 minutos.

Retire do lume, escorra e reserve.

Numa frigideira anti-aderente coloque o presunto, sem qualquer tipo gordura adicional, cortado em pedaços muito finos (tipo o caldo verde). Deixe fritar até ficar bem seco, retire e coloque num papel de cozinha absorvente.

Na mesma frigideira, adicione a manteiga, a pera sem o caroço, cortada em fomos e com a casca e deixe calamelizar. Quando esta estiver meia cozida adicione o salsifis e a restante margarina e envolta mais uns minutos em lume baixo.

Tempere com sal e pimenta, junte o presunto e desligue o lume. Convém que o presunto não fique muito tempo ao lume, para não perder o crocante.

Junte o cebolinho e delicie-se!




Pão caseiro

Sei que fazer pão é uma arte, há quem adore ficar amassar durante não sei quanto tempo, ver a massa crescer e ficar a olhar para o forno a dourar... Desculpem a sinceridade mas a única arte que eu vejo no processo de fazer pão é mesmo a de comer! :)

Tenho máquina de pão há muito tempo e durante muitos anos fiz pão caseiro aos fins-de-semana. Mas como não adorava o sabor daquelas misturas de farinhas próprias para maquina do pão, fazia o seguinte: comprava a farinha de centeio, trigo ou integral, fazia eu a mistura das mesmas, acrescentava o azeite, sal, açúcar e água, e metia no programa amassar da maquina, retirava a massa e metia no forno com a forma que mais gostávamos, ficava maravilhoso! Até que perdi a pá da maquina (acho que foi até ao lixo passear), mandei vir outra mas nunca mais foi a mesma coisa... E agora o meu marido diz que a maquina está pronta mas é para ir para o lixo, mas acreditem que a usei muito. Pensei em comprar outra, mas a minha cozinha já está a rebentar pelas costuras e com a falta de tempo que tenho para tudo, tenho medo que acabe encostada no armário. 

Esta conversa toda para dizer que fiz pão manual, ok, sei que não está o pão mais bonito do mundo... Acho que precisava de crescer um pouco mais e ficou meio quebradiço, a farinha que usei foi sem glúten, senti falta da farinha de centeio, no entanto comeu-se todo! 

Digam lá se há melhor sensação do mundo do que comer pão acabado de fazer com manteiga ou azeitinho?



.  Receita para 750 g .

Ingredientes:
550g de farinha isenta de glúten
440ml de água
7g de levedura seca
2 colheres de sopa de azeite
20g de açúcar mascavado
5 g de sal (usei de aipo)

Coloque a farinha numa tigela, faça um pequeno buraco no meio e adicione lentamente a água morna, a levedura, o azaite, o açúcar e o sal.

Misture os ingredientes e deixe repousar 10 minutos. Amasse a massa até ficar homogénea. Cubra com película aderente e deixe levedar durante 30 minutos em local quente. 

Enfarinhe generosamente a bancada e divida a massa em pequenas ou grandes unidades. Coloque o pão num tabuleiro polvilhado com farinha deixe levedar durante 30 minutos. Leve ao forno a 200ºC com uma taça com água no interior e coloque no forno, deixando cozer por 20/25 minutos.

Se for como eu:
Adicione na cuba da máquina a água, o azeite e depois os ingredientes sólidos, previamente homogeneizados. Escolha o programa pão em glúten ou o programa básico, para um pão de 750g.

E leve ao forno como está descrito acima.



Fettuccine com pota, leite de coco e lemongrass



Lembro-me quando era mais nova não gostar nada quando a minha mãe cozinhava massa com carne ou o peixe na mesma panela. Pedia sempre para fazer à parte, mas por vezes lá me eram servidas umas massas com carne que me deixavam de beicinho, então quando era carne com ossos nem imaginam as birras que eu fazia. Agora misturo sempre, raramente comemos massa seca, mas massa com frango, por exemplo, não vão encontrar neste blog, ai nem pensar! 

Faz parte da infância, dizer que não gostamos determinadas comidas, que por vezes, nem as provamos para perceber o porquê de não gostar. Aposto que o meu filho me vai fazer muitas birras dessas, o pai por exemplo diz que não gosta de pota, choco ou lulas. Mas come tudo! No entanto diz que não gosta do sabor e eu para que se comam moluscos nesta casa, tento fazer este tipo de receitas com um molho acompanhar.

Nesta receita misturei o leite de coco que nunca desilude e dá sempre um toque exótico e fresco a qualquer prato e um toque de lemongrass que dá aquele aroma maravilhoso. Se quiserem a receita para algum esquisito por aí, aqui vai:


. Receita para 2 pessoas. 

Ingredientes:
700g de pota (usei congelada)
1 molho de espargos frescos
1 cebola
1 talo de aipo (tamanho do dedo indicador)
1/4 de pimento vermelho
1 colher de sopa de lemongrass picado
3 talos de coentros frescos
200ml de leite de coco
azeite q.b.
sal, pimenta de moer
sumo de 1/2 limão.

Descongele a pota, lave e deixe a escorrer num papel de cozinha.

Numa panela com água, sal e um fio de azeite coza a pasta "al denti".

Numa wok, pique uma cebola, o aipo em pedaços pequenos, pique os talos dos coentros e saltei com um fio de azeite, junte o pimento também em pedaços pequenos e saltei uns 4 minutos. Adicione a pota (cortada a gosto ou inteira se for das pequenas) e deixe alourar. Junte os espargos cortados, deixe cozinhar uns minutos e regue com o leite de coco. Tempere com o lemongrass, o sal a pimenta e deixe apurar.

Dois minutos antes de desligar, junte o fettuccine e regue com o sumo de meio limão.

Gratinado de cogumelos e batata-doce




Quem me segue no Instagram já deve ter reparado que aderi aos cabazes de legumes com entrega em casa e tem sido um verdadeiro descanso para mim. Porque volta e meia lá vinha eu carregada com sacos do mercado de Arroios, coisa que nos transportes não é nada prático. O mercado da minha terra não é propriamente perto de minha casa e nos fins-de-semana há sempre mil coisas para fazer e tempo para lá ir é pouco. Sinto que cada vez é mais difícil comprar fruta e legumes de qualidade nos hipermercados, acabo sempre por ter que lá ir comprar as coisas mais básicas para o dia-a-dia, mas a fruta e os legumes já só compro os da quinta e só o simples facto de te virem trazer a casa é maravilhoso e saberem a fruta e legumes verdadeiros é maravilhoso. Isto para dizer que há relativamente pouco tempo mandei vir estas batatas-doces roxas, já não é a primeira vez que experimento e não será certamente a ultima. Têm uma cor linda e um sabor bem característico. 

Com o frio que se tem sentido ultimamente, já só tenho vontade de fazer comida de forno, aquecer a casa e ao mesmo tempo perfumar a cozinha. Esta receita foi feita como entrada enquanto tinha uma lasanha de espinafres no forno e soube muito bem. 

Deixo a receita para quem quiser experimentar, resto de boa semana.



Ingredientes: (entrada para 2 pessoas)
1 batata-doce (usei roxa)
5 dentes de alho
1 fio de azeite
300g de cogumelos pleurothus
1 colher de sopa de vinagre balsâmico (usei com aroma de trufa)
sal e pimenta de moer
2 colheres de sopa de parmesão ralado

Pre aqueça o forno a 200º.

Descasque a batata-doce e rale com uma mandolina ou um ralador de cenoura. Coloque-a a escorrer num coador para perder a água, pelo menos durante 30 minutos.

Numa wok com um fio de azeite, adicione os dentes de alhos laminados e deixe aquecer um pouco, de seguida com as mãos parta os cogumelos e adicione à wok. Saltei durante uns minutos e tempere a gosto, por fim, envolva o vinagre balsâmico e desligue.

Numa pequena cocote própria para ir ao forno, coloque os cogumelos no fundo, pressione com as costas de uma colher e junte 1 colher de sopa de parmesão.



Por cima, coloque a batata-doce, tempere novamente com sal e pimenta e polvilhe com o restante queijo parmesão.

Leve ao forno durante 20 minutos ou até a batata-doce ficar bem tostadinha.

Bolachas de aveia crocantes



Está a ser difícil não ligar o forno ao fim de semana, seja para refeições ou para doces. O tempo ajuda a ficar em casa e os livros chamam por mim e este livro que trago hoje é me muito especial. A autora é a Teresa Rebelo, autora também de um dos primeiros blogs que comecei a seguir - o Lume brando, é uma blogger muito querida que já tive o privilégio de conhecer. Lançou o seu primeiro livro o ano passado que eu infelizmente só consegui vir partilhar convosco hoje. É um livro que se foca essencialmente em ajudar a organizar festas/jantares com um toque muito especial na decoração e claro, nas receitas. É um livro para várias idades e cheio de coisas deliciosas, aconselho-o a todas as pessoas que gostem de receber amigos em casa com elegância, ou às que tenham gosto em organizar as festas dos mais novos.

Já reproduzi várias receitas desde livro, mas esta foi a que decidi mostrar-vos, por ser uma das preferidas dos homens cá de casa. 

Se gostam de bolachas crocantes, não deixem de reproduzir esta receita porque estas são bastantes. No livro estas bolachas levam uma cobertura de chocolate, mas como já sabem, por esta casa não há grandes apreciadores de chocolate, por isso deixámos as bolachinhas sem cobertura mas antes adicionámos umas pepitas de cacau cru bio que são completamente viciantes.



.  Receita rende 38/40 unidades . 

Ingredientes:
170 g de açúcar amarelo
100 g de manteiga sem sal à temperatura ambiente
120 g de farinha sem fermento
80 g de flocos de aveia triturados grosseiramente
1 ovo
1/5 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
1/2 colher de extrato de baunilha (usei baunilha em pó)
100 gr de chocolate negro cortado em pedaços pequenos (usei pepitas de cacau cru)

Pré-aqueça o forno a 180 ºC na função ventilação. Forre dois tabuleiros próprios para o forno com papel vegetal ou de silicone e reserve.

Com a batedeira, bata a manteiga e o açúcar até estarem bem ligados. Adicione o ovo e a baunilha e volte a bater, em velocidade baixa.

Junte a farinha aos poucos, batendo entre cada adição. 

Por fim, adicione as pepitas de cacau e envolva bem na massa.

Faça pequenas bolas de massa, do tamanho de brigadeiros e distribua pelos tabuleiros, estas devem ficar bem separadas entre si. A massa vai ficar um pouco húmida, o que faz com que se cole um pouco às mãos, mas se humedecer ligeiramente as mãos é mais fácil moldar as bolinhas. Achate ligeiramente as bolinhas com indicador para lhes dar o formato redondo das bolachas.

Leve ao forno durante 20 a 25 minutos ou até começarem a ficar douradinhas nos rebordos. É normal que quando são retiradas do forno ainda estejam um pouco moles no centro, mas depois de arrefecerem vão ficar bastante crocantes.

Coloque as bolachas sobre uma rede e deixe arrefecer completamente.