Gelado de nutella e baunilha


Adoro gelados e confesso que se tivesse de parar de comer gelados a minha vida iria ter muito menos piada, dispenso todas aquelas sobremesas de restaurante por um belo gelado. No entanto, sou um bocado esquisita em relação a gelados, ou gosto deles tipo caseiros - Italianos/Santini ou gosto daqueles bem simples como o perna-de-pau da Olá, não sou fan de grandes marcas e dos que se vendem no supermercado com mil e um sabor. 

Lembro-me em criança na altura do verão, chegar à minha vila todos os dias um daqueles senhores com uma mota porta gelados. Era às 16:30 e eu lá estava com as minhas amigas à espera, quando por algo estranho ele não aparecia era um verdadeiro drama e lá tínhamos nós de ir ao café comprar um da Olá. Acreditam que ainda agora adoro esse tipo de gelados, por vezes ainda se vêm à venda pela baixa de Lisboa ou junto ás praias, aqueles em que todos os sabores sabem ao mesmo e parecem feitos de água. Recordo-me como se fosse ontem. Bons tempos...

Sempre soube que fazer gelados em casa era uma coisa perfeitamente normal, já há muito tempo que vejo maquinas de gelados à venda, mas confesso que sempre recuei na compra. Achava que iria perder o ritual de sair à rua para comprar um gelado. No entanto, depois de saber que a Rita Nascimento, menina tão ou mais gulosa que eu, ia lançar um livro de gelados caseiros, mudei rapidamente de ideia.

Fui à apresentação do livro experimentar todos (sim todos) os gelados que ela lá apresentou e depois fui a correr comprar uma maquina de fazer gelados (bem barata, por sinal). 

Se há por aí pessoas que sofrem do mesmo mal que eu em relação aos gelados... Comprem o livro, é super explicativo tanto para quem quer comprar maquina ou quer fazer manualmente. Serão pessoas mais felizes sem dúvida.

O primeiro sabor que fiz foi retirado do nível 3 de gula do livro (sabe-se lá porquê :D), impossível resistir a um gelado que leve nutella. No dia a seguinte fiz o de baunilha (não estranhem a cor tão amarelada), usei ovos biológicos e deram logo um tom mais amarelado ao gelado, mas ficou igualmente delicioso.

Pronto, vou parar por aqui senão ainda volto para a cozinha para fazer mais um sabor. 

Obrigada Rita por mostrares ao mundo que ser gulosa não é nenhum defeito!


Ingredientes para o gelado de Nutella:
200 g de Nutella
uma pitada de sal

Prepare a base do gelado conforme indicado no livro. 

Junte 50 g de Nutella e o sal à base quente e mexa bem, retire um terço do gelado da sorveteira e coloque num recipiente. Sobreponha um terço dos 150 g de Nutella restantes e misture com a ponta da faca, de forma a obter um efeito marmorizado - a graça deste gelado é ter listas abundantes de Nutella a contrastar com creme, por isso não misture demasiado, Repita esta operação por mais duas vezes, até terminar o gelado e a Nutella.

Leve ao congelador para ganhar consistência antes de servir.

Dica da Rita:
Para ser mais fácil espalhar a Nutella pelo gelado, aqueça-a ligeiramente no micro-ondas ou em banho-maria, de forma a torná-la mais fluída.


Ingredientes para o gelado de baunilha
1 receita-base
1 vagem de baunilha

Prepare a base como indicado no livro. 

Entretanto, abra a vagem de baunilha cortando-a ao meio no sentido do comprimento e, com uma faca, raspe as sementes de cada metade. Assim que retirar a base do lume, junte as sementes e a vagem, e deixe arrefecer. Antes de colocar na sorveteira, remova a vagem e congele o gelado

Dica da Rita:
Pode aproveitar para fazer açúcar de baunilha. Primeiro, lave e seque bem a vagem com papel de cozinha; depois feche-a num frasco com o açúcar durante algumas semanas para este absorver o sabor da baunilha. Pode usá-lo para aromatizar bebidas, fazer bolos ou até usar em novos gelados.

Pasta com limão, flor de curgete e tomate cereja


Ultimamente só tenho vontade de fazer pasta, para mal do meu marido acabam quase sempre por ser vegetarianas e lá vai ele a correr abrir uma lata de atum a resmungar.

Esta pasta ficou com uma frescura diferente. Durante as férias do ano passado reparei num casal de Italianos mesmo sentado ao nosso lado que devorava uma pasta tão simples, apenas com limão, bastante de parmesão e um fio de azeite... Perguntei-me na altura se isto podia acontecer em algum restaurante Português, duvido que alguém saísse de casa para ir comer uma pasta tão simples a um restaurante, mas foi isso mesmo que levei destas férias. A simplicidade daquele povo no que toca à culinária é fantástica, eles fazem com que tudo pareça tão apetitoso. Acho que o segredo não está na pasta, mas sim, no tempero. O sabor intenso que cada ingrediente tem ajuda bastante aos pratos, eles conseguem fazer com que um simples pão torrado com apenas tomate cereja, mozarela, manjericão, regado com um bom azeite e vinagre balsâmico, pareça um petisco quase tão bom como um prato de marisco.

Tentei fazer o mesmo com esta pasta. O limão, as flores de curgete e os tomates cereja que vieram do norte de Portugal e foram os grandes protagonistas, o queijo ajudou ao tempero e nós cá por casa e regressámos às férias em segundos.

Deixo a receita, para caso queiram uma pasta bem leve para esta semana.

Ingredientes: 2 pessoas
5 flores de curgette
250g pasta garganelli 
200g de tomate cereja
4 dentes de alho
raspas de 1 limão
6 talos de tomilho limão
azeite qb.
queijo Trentingrana q.b.
sal de aipo q.b.
pimenta e mostarda em grão q.b.

Comece por colocar ao lume uma panela com água, sal, um fio de azeite e 3 talos de tomilho limão. Deixe ferver e coloque a pasta (veja os minutos na embalagem), até ficar al dente. 


Numa frigideira anti-aderente coloque, um fio de azeite, os dentes de alho partidos, os tomate cereja inteiros e metade da quantidade de raspas de 1 limão. Saltei em lume brando, até os tomates começarem amolecer.


Escoe a pasta (deixe 1/2 chávena da água da cozedura), coloque a pasta juntamente com as flores de courgette na frigideira e saltei, durante uns minutos juntamente com o tomate para os sabores se unirem. Adicione um pouco da água reservada da cozedura, para a pasta ficar mais húmida e solta. Junte mais um fio de azeite, o resto das raspas do limão e as folhas do tomilho limão frescas. Verifique o sal e adicione um pouco de pimenta e mostarda em grão.


Retire do lume e sirva de imediato com uma generosa quantidade de queijo ralado na hora.




Bolo Vitória de morangos do Jamie Oliver

Este foi um bolo que foi ficando e ficando nos rascunhos do blog, decidi publicar hoje porque ainda gostava que apanhasse a época dos morangos. É um bolo muito suave, gosto muito deste tipo de bolos simples e o Jamie nunca se engana, adoro a frescura das natas com os morangos, mas são livres de fazerem versões mais saudáveis, com iogurte por exemplo para manterem a linha para este verão.

O suporte do bolo é da autora deste blog que sigo há anos e adoro, ela faz estas peças fantásticas que dão logo outro destaque ao vosso bolo, por mais simples que ele seja.

Agora vou só ali fazer uma festa porque disseram-me que vamos voltar a ter 30º neste fim de semana. 

Boa semana para todos!



Ingredientes:
225g de manteiga sem sal, amolecida, mais um pouco para untar
225g de açúcar em pó eu usei 125g
1 colher de chá de extracto de baunilha
4 ovos batidos
225g de farinha com fermento
1 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal
1 fio de leite

Recheio:
250g de morangos frescos, sem pé e cortados grosseiramente
200ml de natas
1 colher de sopa chá de extracto de baunilha
1 1/2 colher de sopa de açúcar em pó

Pré-aqueça o forno a 180º. Unte 2 formas (eu usei uma bastante alta e cortei o bolo) e forre as bases com papel vegetal. Bata a manteiga e o açúcar, até obter um creme pálido e fofo. Adicione a essência de baunilha.

Aos poucos, misture os ovos batidos com o creme de manteiga e o açúcar. Envolva a farinha, o fermento e o sal com uma colher grande, até estar bem envolvido (não misture em demasia).


Junte um fio de leite para soltar a mistura e, depois, divida igualmente pelas duas/ou se usar como eu uma, formas. Leve o bolos aos forno por 22-25 minutos, até estarem dourados e bem cozidos. (Para testar, insira um palito no centro do bolo; está pronto quando este sair limpo). Deixe arrefecer nas formas durante 5 minutos e desenforme sobre uma grelha. Quando estiver bem frio, recheie o bolo a seu gosto ou use esta sugestão. (Opção tradicional é a compota, mas também fica bem com curd de limão; pode usar natas batidas, mão são muitos os que preferem creme de manteiga.


Deite as natal para uma taça, junte o extracto de baunilha e bata até formar picos suaves. Peneire o açúcar em pó para a mistura e envolva gentilmente. Coloque um dos bolos no stand cake e barre com este creme  (mas não até ao rebordo ou irá sair por fora). Espalhe os morangos e cubra com o segundo bolo. Polvilhe com açúcar em pó e decore com morangos.


Sopa de milho e camarão (Chinesa)


Tenho a sorte de trabalhar numa zona de Lisboa com vários restaurantes de diferentes países, costumo ir pelo menos no mínimo uma vez por mês a um chinês fantástico, que faz uma sopa destas maravilhosa. A primeira vez que lá fui estava muito receptiva em provar uma sopa num chinês, confesso que imaginei logo uma sopa muito condimentada, mas pelo contrario, fiquei maravilhada com a simplicidade e o sabor desta sopa, com um caldo super claro e um sabor fresco. Desde então e mesmo já provando todas as outras sopas que eles têm na ementa, esta é a que mais me cativa. 

Olhando à primeira vista, pensei que não seria muito complexa para reproduzir em casa, mas preocupava-me a questão de incorporar o ovo e atingir a viscosidade do caldo. Bastou navegar um pouco pelo Youtube para perceber a técnica. O sabor ficou muito semelhante à original, se bem que eles usam coentros para aromatizar e eu como não tinha usei tomilho, mas de resto ficou mesmo muito parecida. 



Aqui vai a receita para quem como eu gosta da sopa de milho e camarão do Hong Kong Grande Palácio da Almirante Reis, se tiverem saudades podem tentar reproduzir em casa.

E um agradecimento muito especial à Le creuset por mais uma panela bem bonita.

Ingredientes: 6 pessoas
500ml de caldo de legumes
1 litro de água
300g de milho doce cozido
3 ovos batidos
120g (20 unid.) de camarão
1 colher de sopa de farinha de milho
tomilho limão q.b.
sal q.b.

Comece por fazer o caldo. Que depende um pouco do tempo e gosto de cada um. Podem fazem um caldo especialmente para a sopa de camarão ou legumes. Podem usar um caldo knorr se gostarem e não sem grande tempo a perder. Ou então, podem fazer como eu fiz: Fiz um creme de brócolos que era para o jantar, com um pouco de água a mais e antes de triturar o creme retirei os 500ml para usar na sopa chinesa. (no caldo usei, 1 cenoura, 2 batatas pequenas, 1 cabeça de brócolos, 1 chalota, 1 dente de alho, 1/3 de talo de aipo, sal q.b. e 2 folhas de manjericão fresco.

Coloque ao lume 1 litro de água, mais os 500ml de caldo e deixe levantar fervura. Adicione o milho e deixe ferver durante 5 minutos, no meio da cozedura coloque numa pequena tigela a farinha de milho juntamente 5 colheres de caldo a ferver (que pode retirar da própria sopa), mexa tudo muito bem até ficar diluído e junte à sopa.


Se notar que a sopa está a fazer uma espuma à superfície, retire a mesma com uma colher e pode adicionar os camarões, previamente descascados e deixe uns 2 minutos ou até os camarões estarem cozidos, tempere com o sal e retire do lume.

Ainda com a panela bem quente, faça como a imagem, adicione suavemente a fio o ovo batido e mexa com uma vara de arames.


Sirva com tomilho fresco ou outra erva aromática a gosto.

Bom apetite.





Muffins de amoras e alfarroba


Ando numa de esvaziar o congelador, como já disse várias vezes por aqui, no verão gosto de congelar a fruta que mais adoro para durante o inverno matar as saudades. Foi o que aconteceu com estas amoras que apanhei com a minha sobrinha em Agosto e serviram para esta limonada, tinha ainda um restinho que acabei nestes muffins.

Este ano já congelei uma caixa de morangos, e normalmente vou tendo sempre bananas para fazer este gelado sempre que me apetece. Ainda tenho algumas framboesas que nascem que nem loucas na quinta dos meus sogros todos os anos. Adoro ter esta fruta congelada, como faço muitos sumos é uma maneira de por vezes nem precisar de adicionar gelo para os refrescar.

Aqui vão uns muffins de alfarroba que retirei de um livro que me esqueci completamente qual era, coisas que acontecem a pessoas que têm de apontar tudo senão não compram metade do que precisam nas compras, EU :D



Ingredientes: 6 muffins
2 ovos
80g de açúcar amarelo
60ml de óleo (usei de coco)
1 laranja (sumo e raspa)
100g de farinha de trigo sem fermento
50g de farinha de alfarroba
1 1/2 colher de chá de fermento 
100g de amoras (usei congeladas)
Iogurte natural grego q.b.

Pré-aqueça o forno a 180º.

Coloque os ovos, o açúcar, o óleo, o sumo da laranja numa batedeira e misture bem até ficar num líquido cremoso. Misture as farinhas e o fermento (peneiradas) numa taça, e depois misture com os ingredientes líquidos.

No final acrescente as amoras (guarde algumas para colocar por cima), coloque a massa em pequenas formas e por cima coloque umas amoras e a raspa da laranja.

Cozinhe em forno pré-aquecido durante cerca de 25 minutos.

Não abra a porta do forno durante a cozedura pois isso pode fazer abater os queques. Quando estiverem prontos deverão estar bem crescidos e flexíveis ao toque.


Os queques são sempre melhores quando comidos quentes a sair do forno, mas se sobrarem alguns pode voltar a aquecê-los no microondas. Guarde num recipiente hermético durante 2-3 dias.

Sirva com iogurte natural se comer quentinhos.